segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Estava sentado sob o sol do meio dia, que lhe queimava a pele, sentia o suor que escorria pelas suas costas, a claridade lhe queimava os olhos, quase não podia enxergar, talvez estivesse cego, mas era só a imensidão branca à sua volta, a falta de costume com a luz que refletia.

Ficou ali parado por um momento, sabia que não estava sozinho naquele mar sem cor, percebeu, tinha os olhos fechados, quando se deu conta de que tudo havia mudado, se acostumou por fim com a luz já amarela do entardecer, clara o suficiente para que se demostrassem seus trajetos, mas não mais sem enxergar a beleza daquelas cores.

Permaneceu ali por que era o certo, não haveria outro lugar para estar, seu coração acelerava e parava por alguns instantes, arritmico, imperfeito e descompassado. Pode sentir de perto aquela respiração que ditava seus passos naquele instante, parado, imóvel, estático e completo, por fim, sentiu uma brisa que lhe refrescava a alma, respirava ar puro novamente, estava no seu lugar.

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