quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

E tão de repente, branco, tudo se resumiu àquele branco. Era um branco tecnicor, multicolorido em alta velocidade, e o silêncio reinava imperial. E sem perceber, nada, nada mais havia que não estivesse dentro de si. Olhos fechados, e se conversavam sem sequer mexer os lábios, havia algo que não sabiam explicar, e rompia dimensões, atravessava os corpos e os inundava. Tão próximos que não sabiam identificar de quem eram as batidas no peito que feriam o ar. E não havia o tempo, e não havia dentro ou fora, só aquela presença gritando aos ouvidos.



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