quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Sobre a vida e o seu tempo

É o tempo um senhor indizível, indelével, tem o dom de tornar tudo o que há ou perene ou perecível. A vida em seu tempo absoluto prega peças nos mortais que não a desafiam, nada há em seu tempo que não possa ser feito, mas o transcorrido já não é recuperável.

Tem o tempo a medida que cada vida lhe atribui, pode ser o tempo de um choro, de uma lágrima nascer nos olhos e morrer morna e salgada nos lábios de uma mulher.

Uns dirão que o tempo corre ou percorre o mesmo tempo para todos, o tempo de um cliclo de negócios, o tempo de um nascer e pôr do sol. Tolos Ingênuos. O tempo é este senhor que aperta o peito dos que amam e que, na saudade, sofrem a ausencia do ser amado.

É o tempo de duas vidas correndo juntas e à espera, são duas almas que passam vidas a se procurar. O tempo de nossas vidas é o exato relato do que clama um coração. Não é meu o seu tempo e nem é teu o tempo que vivo e a urgência gritante da vida só é ouvida pelos que incansáveis contam as voltas dos ponteiros.

O tempo é absoluto e duro, corre lento oras rápido, só não percebe a sutil diferença quem na vida passa sem jamais haver amado.

Nenhum comentário: