sexta-feira, 9 de março de 2012
Dia
Não importava a cor do dia lá fora, havia algo em si que o levava para a mais distante e ensolarada praia que sua memória jamais teve lembrança. Vestindo apenas um sorriso nos lábios, um sorriso branco, tão branco quanto sua pele no inverno, os pés descalço dos medos que lhe pesavam outrora, e assim sentou-se à beira-mar como quem se senta pra observar estrelas, fechou os olhos e aspirou o ar com toda a pouca força que restava em seus pulmões, sentiu queimando-lhe a garganta aquela brisa salgada que lhe invadia. Gostava de se sentir assim, liberto, como um pássaro selvagem que já nem precisava saber pra onde ir, apenas seguia planando, observando e admirando a beleza lá do alto dos seus sonhos. Não reconhecia nada naquele lugar, a não ser os tons, as cores e a paz que lhe inundava. Não precisava mais nada naquele dia, estava feliz.
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