sexta-feira, 4 de maio de 2012

Dia Branco

Então ela fechou os olhos e pode sentir a brisa do fim de tarde lhe tocando a face. Ela conseguia sentir o cheiro quase doce das flores que foram tão delicadamente escolhidas, uma a uma, e havia o barulho das poucas crianças no fundo.
Depois de tanto tempo ainda sentia aquele frio só de pensar no que aconteceria, agora, em poucos minutos.
E havia um sorriso imenso no seu rosto, não saberia de fato dizer se era nervoso ou só a felicidade transbordando, mas sorria mesmo assim.
Era quase fim de tarde, o pôr do sol tinha todas as cores que ela imaginara, todos os tons e as luzes. Havia também um cheiro de madeira nova, um cheiro de árvore e quase, quase um cheiro de grama cortada. O ar a sua volta se modificara, era leve e ela quase flutuava nele.
Fechou os olhos e apertou com força as mãos vazias, mas seu coração uma vez mais disparava, sentia o calor, sentia a presença, quase podia tocar, seus olhos quase marejaram, então, nesse momento se viram, sorriram, não havia mais ninguém.
Era domingo, era sua música que tocava, e tudo fazia sentido.

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