terça-feira, 13 de agosto de 2013

Hoje eu resolvi mudar o rumo dessa história,
Resolvi erguer a cabeça e seguir em frente.
Hoje eu resolvi abrir as Janelas e deixar o sol entrar
Eu decidi que vou voltar a sorrir, cada dia um pouquinho, um sorriso meio de lado, depois um meio tímido até voltar a ter aquele sorriso torto todo errado que é tão meu
Eu entendi que na verdade não importa o que pensam que sou, importa de verdade QUEM eu sou
Tem um sol lindo lá fora e hoje eu vou sair pra ver o mar
Vou lavar as tristezas com sal grosso
Plantar árvores novas no jardim que ainda não existe.
Hoje eu vou ser mais feliz que ontem, um pouquinho de cada vez
Até não lembrar mais das dores do passado.

domingo, 11 de agosto de 2013

Só consigo me ver pelos teus olhos, e o que vejo é dor e escuridão. As pessoas passeiam agitadas ao meu redor, nada mais faz sentido. Queria acabar com tudo isso de uma só vez, mas não tenho coragem. Eu queria lhe dizer tudo o que sinto, mas o que sinto são palavras afiadas e temo que te firam, por isso, sofro calada essas palavras que me sufocam e condenam. Prefiro assim, ainda prefiro sofrer enclausurada nessa solidão que ver uma lágrima a mais correr dos teus olhos.

sábado, 3 de agosto de 2013

Escrever, escrever, escrever... apagar.
Tem vezes que a única coisa que resolve é mandar um FODA-SE.
Tem vezes que nem isso.
Tipo Hoje.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Eram aqueles altos e baixos que lhe doíam, que lhe apertavam a garganta até lhe sufocar. Havia um grito preso em seu peito, um grito que não saia mas que não o deixava dormir. Já não sabia mais fechar os olhos e sequer enxergava a simplicidade de sonhar. Pensava consigo, quanto tempo duraria esse recesso que havia se instalado em seus sentimentos. Haviam dias brancos, haviam noites tão negras que lhe assustavam, e haviam ainda as tardes mornas e vazias tão cheias de nada que o absorviam a tal ponto de não ver o sol ir embora uma vez mais. Já não sentia seus pés, não sentia seu coração tão latente a lhe embalar a vida. Mas as vezes havia aquele sorriso bobo que ainda o acordava nas madrugadas frias, e segurava as mãos vazias como se quisesse segurar infinitamente os grãos de areia que lhe escorriam por entre os dedos, e tinha medo de abrir a mão sem saber ao certo quanto de vida que ali restara. Era noite, seu corpo suava, suas mãos tremulavam no ar como que tocando uma sinfonia tão esquizofrênica que nem mesmo ele compreendia. Era então uma máquina de respirar, programado para sobreviver.