Eu grito sozinha essa tristeza para as paredes frias do meu quarto. Você não está em lugar nenhum a não ser aqui dentro me rasgando o peito. E me rasga. Me corta, já nem sei se é tua ausência ou a tua presença ou ainda a lembrança de tua ausência durante os nossos dias, ainda tão presente na minha memória, essa cicatriz ainda gravada, vermelha no meu peito. Às vezes ainda sangra.
Eu sei, parece exagerado, mas é assim mesmo a minha alma de poeta que você nem notou, que você jogou no lixo com os bilhetes que eu deixei para ti.
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