Algumas pessoas vão passar pela sua vida como um nuvem quase translúcida no céu, você nem vai perceber.
Algumas pessoas vão deixar cicatrizes tão fundas que você vai achar que nunca irão desaparecer, e não vão, você vai se acostumar com elas.
Algumas pessoas vão ter o teu sorriso mais sincero, o teu olhar mais bonito, mas elas simplesmente não vão se importar.
Com algumas pessoas você vai sentir a necessidade de ser sempre sincero, e provavelmente vai chegar a machucá-las.
Algumas pessoas vão mentir pra você, e você nem vai ligar, outras vão mentir e junto vão tirar o chão sob seus pés, você vai cair, mas vai se levantar.
Algumas pessoas você vai se lembrar para o resto de sua vida, algumas vão passar e outras vão mesmo ficar ali até o fim.
Você vai ser uma dessas pessoas na vida de alguém.
Uma pessoa vai ser o amor da sua vida, o que você mais vai lembrar, o que não quer dizer que seja o seu amor pra vida toda.
Uma pessoa vai ser o teu melhor amigo, ou talvez até duas, você vai ser o melhor amigo de alguém também.
A vida é assim, cheia de gente, muita gente passa sem deixar vestígios, por outras vale a pena lutar, algumas devemos esquecer, e no final é a gente que escolhe quem vai ficar ou não.
Então, escolha bem as pessoas que vão ficar na sua vida, nem sempre você fará a escolha certa, e as vezes não será possível voltar atrás, mas é importante deixar aqueles que te fazem bem.
Às pessoas que estão na minha vida, eu escolhi vocês, como vocês me escolheram, me permitindo ficar. Algumas pessoas temos que deixar no caminho, algumas vamos reencontrar em algum momento aqui, ou depois, mas nunca sairão de nossa cabeça, o que eu desejo então é que todos os que passaram pela minha vida, os que voltaram, os que eu vou encontrar, que eu possa lembrar de vocês com o coração cheio de paz, e que você se lembrem de mim assim, com um sorriso nos lábios.
Feliz 2012 pra todos nós.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Mais um dia na estrada, ou no ar, como queiram. Fico imaginando se é só a mim que o natal deixa nostálgica, até um pouco melancólica.
Esse ano dei um jeito de encher a casa da minha mãe, mas não terá aquele tanto de presentes embaixo da árvore, nem amigo secreto, nem farofa no peru, eu acho. Mas estou com a família, ou a parte dela que vai estar em casa.
Sempre sinto saudades demasiadas no final de ano, saudades de tanta coisa que faz parte de mim, parte do que sou hoje, e parte de algumas partes que escondo.
Faz dois anos que eu não monto uma árvore de natal, dois anos que não vejo as luzes, dois anos fora, dois anos itinerante, alguns se sentiriam filhos do mundo, cosmopolitas, eu, eu me sinto sem rumo, sem poder voltar pra casa.
Mas há de ser um feliz Natal!
Esse ano dei um jeito de encher a casa da minha mãe, mas não terá aquele tanto de presentes embaixo da árvore, nem amigo secreto, nem farofa no peru, eu acho. Mas estou com a família, ou a parte dela que vai estar em casa.
Sempre sinto saudades demasiadas no final de ano, saudades de tanta coisa que faz parte de mim, parte do que sou hoje, e parte de algumas partes que escondo.
Faz dois anos que eu não monto uma árvore de natal, dois anos que não vejo as luzes, dois anos fora, dois anos itinerante, alguns se sentiriam filhos do mundo, cosmopolitas, eu, eu me sinto sem rumo, sem poder voltar pra casa.
Mas há de ser um feliz Natal!
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
E tão de repente, branco, tudo se resumiu àquele branco. Era um branco tecnicor, multicolorido em alta velocidade, e o silêncio reinava imperial. E sem perceber, nada, nada mais havia que não estivesse dentro de si. Olhos fechados, e se conversavam sem sequer mexer os lábios, havia algo que não sabiam explicar, e rompia dimensões, atravessava os corpos e os inundava. Tão próximos que não sabiam identificar de quem eram as batidas no peito que feriam o ar. E não havia o tempo, e não havia dentro ou fora, só aquela presença gritando aos ouvidos.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Há coisas que só escrevemos para nós mesmos, são as nossas fraquezas, é quando a ferida abre e o sangue escorre, nessas horas são o caderno e o lápis quem nos desafogam. Nem todos os dias são flores, nem sempre o céu vai estar laranja de noite, mesmo que ao fechar os olhos você ainda possa sentir a brisa do mar lhe tocando o rosto, ou o cheiro de mato das madrugadas. Tem dias em que realmente está tudo meio cinza, se confundindo com o concreto dos arranha céus. Tem dias em que a chuva cai incessante, mesmo que haja um certo sol do lado de fora da janela. Tem noites que a escuridão sufoca. E são nesses dias e noites que nos tornamos fortes, que por mais que o corpo pese precisamos continuar em frente. É preciso.
Hoje o dia foi azul aqui, e a noite não tem estrelas e não tem luar. Dia difícil, espero que o outro dia venha com a paz de uma noite de bons sonhos.
Hoje o dia foi azul aqui, e a noite não tem estrelas e não tem luar. Dia difícil, espero que o outro dia venha com a paz de uma noite de bons sonhos.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Sobre o tempo e seu trabalho silencioso
O tempo tem dessas coisas, as vezes parece retido em outro tempo, sem ser o seu próprio. Dono de si parece ter vontade própria, e de fato tem. Senhor das coisas pode nos fazer esperar ou passar tão rápido que nem vemos as nuvens correndo sobre nossas cabeças ou os milhares de pôr do sol que acontecem sem nos darmos conta.
O tempo tem dessas coisas, pára e se demora, parece não querer que saibamos o que trama em seu tear do qual só o sabemos pelo rangido. E você fica ali inerte, não há reação plausível quando se trata do tempo, ele tem o poder nas mãos, ou desagrega ou une, pois no final tudo se resume a energia e matéria.
E ele vai agindo silencioso pelas nossas costas, não percebemos, quando nos damos conta estamos à sua mercê, esperando ansiosos sua passagem, ou pedindo de olhos fechados que tenhamos mais tempo.
O tempo tem dessas coisas, pára e se demora, parece não querer que saibamos o que trama em seu tear do qual só o sabemos pelo rangido. E você fica ali inerte, não há reação plausível quando se trata do tempo, ele tem o poder nas mãos, ou desagrega ou une, pois no final tudo se resume a energia e matéria.
E ele vai agindo silencioso pelas nossas costas, não percebemos, quando nos damos conta estamos à sua mercê, esperando ansiosos sua passagem, ou pedindo de olhos fechados que tenhamos mais tempo.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Tem vezes que é possível sentir saudades de algo sem
necessariamente querer que se repetisse! Saudades também significa que o que passou
foi bom, mas que passou. E vão surgindo novas saudades, saudades até das
lembranças que criamos de coisas que ainda não aconteceram. E saudades não é
sentir falta, mas muitas vezes as duas coisas vem juntas e aí sim mora o desejo
de reinventar cada momento de forma que se repitam sem ser iguais, onde as
lembranças vão se encaixando como em uma colcha de retalhos e ali mora a beleza
desses dias que ainda não vieram.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
de trás pra frente.
Não sabia bem ao certo o que podia acontecer, ainda assim dirigiu por horas sem saber por onde andava sua cabeça. Havia algo que o envolvia e o levava para o centro da terra, como uma força gravitacional que não podia conter, mas tinha o calor das explosões solares, e a fúria arrebatadora das ondas em alto mar.
Naqueles dias andava se sentindo como se tudo à sua volta flutuasse sob o contra passo de uma melodia que somente bem fundo conseguiria identificar. Ele dançava ainda sem ouvir direito o que estava tocando, seguia aquele ritmo que havia em suas veias e pulsava em todo o seu corpo quase que como uma dor pungente, e havia ainda o calor.
Não lhe importava mais quanto tempo estava sem dormir ou por quantos dias havia dormido antes de sem nem perceber abrir um certo sorriso que lhe trazia o cheiro daquelas árvores de verão que lembram praia, não saberia explicar melhor que isso. Com óculos escuros, mesmo que não houvesse sol, ele seguia pela estrada deserta na madrugada que não estava fria, mas que vinha aquecendo.
Havia feito algumas paradas entre os tantos quilômetros que estava percorrendo, mas os pensamentos pareciam não parar nunca de caminhar naquela mesma direção para o qual seu sangue convergia. Por fim chegou naquele dia que parecia destinado a ser dele, a ser deles e de mais ninguém. Tudo estava perturbado à sua volta, como quando uma pedra é lançada em lago calmo, como se não houvesse nada a parar aquela vibração que zunia e fazia pressão nos seus ouvidos. como se algo houvesse perturbado todo o ar no seu entorno, e girassem ciclones intermináveis ao seu redor.
Havia determinação nos seus olhos, a determinação de que aquilo não passaria do plano físico. Se vestiu então com sua roupa preta de costume, seu sorriso de canto, sua pele branca por baixo da camisa meio amassada. Tinha o corpo fechado - mal sabia, o coração aberto. Sentiu então, tão de repente quanto um piscar de olhos, aquele perfume lhe invadindo a alma, por um momento, não mais que um momento, quase, quase fechou os olhos.
Passou alguns dias ainda com aquela presença em seu corpo, com aquele cheiro impregnado em seu olfato, com o calor a lhe queimar como o sol de verão ao meio dia. Negava com a cabeça cada vez que sentia ainda na memória de seus lábios o seu toque, acreditaria no que quisesse.
Naquele tempo ainda não sabia do tempo que viria, não acreditava em nada além da previsão de bons ventos e deixou as janelas abertas. Mal podia prever, tudo iria mudar.
Naqueles dias andava se sentindo como se tudo à sua volta flutuasse sob o contra passo de uma melodia que somente bem fundo conseguiria identificar. Ele dançava ainda sem ouvir direito o que estava tocando, seguia aquele ritmo que havia em suas veias e pulsava em todo o seu corpo quase que como uma dor pungente, e havia ainda o calor.
Não lhe importava mais quanto tempo estava sem dormir ou por quantos dias havia dormido antes de sem nem perceber abrir um certo sorriso que lhe trazia o cheiro daquelas árvores de verão que lembram praia, não saberia explicar melhor que isso. Com óculos escuros, mesmo que não houvesse sol, ele seguia pela estrada deserta na madrugada que não estava fria, mas que vinha aquecendo.
Havia feito algumas paradas entre os tantos quilômetros que estava percorrendo, mas os pensamentos pareciam não parar nunca de caminhar naquela mesma direção para o qual seu sangue convergia. Por fim chegou naquele dia que parecia destinado a ser dele, a ser deles e de mais ninguém. Tudo estava perturbado à sua volta, como quando uma pedra é lançada em lago calmo, como se não houvesse nada a parar aquela vibração que zunia e fazia pressão nos seus ouvidos. como se algo houvesse perturbado todo o ar no seu entorno, e girassem ciclones intermináveis ao seu redor.
Havia determinação nos seus olhos, a determinação de que aquilo não passaria do plano físico. Se vestiu então com sua roupa preta de costume, seu sorriso de canto, sua pele branca por baixo da camisa meio amassada. Tinha o corpo fechado - mal sabia, o coração aberto. Sentiu então, tão de repente quanto um piscar de olhos, aquele perfume lhe invadindo a alma, por um momento, não mais que um momento, quase, quase fechou os olhos.
Passou alguns dias ainda com aquela presença em seu corpo, com aquele cheiro impregnado em seu olfato, com o calor a lhe queimar como o sol de verão ao meio dia. Negava com a cabeça cada vez que sentia ainda na memória de seus lábios o seu toque, acreditaria no que quisesse.
Naquele tempo ainda não sabia do tempo que viria, não acreditava em nada além da previsão de bons ventos e deixou as janelas abertas. Mal podia prever, tudo iria mudar.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
O dia chegou atrasado, como sempre
havia lá fora um céu cinza de brasa apagada.
Fui acordada pelas gotas de chuva invadindo meu quarto
Soltei as patas e sentei na cama.
Balancei a cabeça e olhei meus leçóis vazios.
Fechei os olhos e apertei minha mão segurando o ar,
prendi a respiração e abri os olhos.
Hoje, levantei com saudades.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Silêncio
Sabe quando você senta e escreve, escreve e escreve, mas nada que seja escrito parece conseguir relatar de fato o que você gostaria de dizer? É como se de repente as palavras perdessem o sentido, você pode usar todas as palavras juntas pra descrever a sensação e ainda seria insuficiente. Certas coisas somente a arritmia explica.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Sobre a vida e o seu tempo
É o tempo um senhor indizível, indelével, tem o dom de tornar tudo o que há ou perene ou perecível. A vida em seu tempo absoluto prega peças nos mortais que não a desafiam, nada há em seu tempo que não possa ser feito, mas o transcorrido já não é recuperável.
Tem o tempo a medida que cada vida lhe atribui, pode ser o tempo de um choro, de uma lágrima nascer nos olhos e morrer morna e salgada nos lábios de uma mulher.
Uns dirão que o tempo corre ou percorre o mesmo tempo para todos, o tempo de um cliclo de negócios, o tempo de um nascer e pôr do sol. Tolos Ingênuos. O tempo é este senhor que aperta o peito dos que amam e que, na saudade, sofrem a ausencia do ser amado.
É o tempo de duas vidas correndo juntas e à espera, são duas almas que passam vidas a se procurar. O tempo de nossas vidas é o exato relato do que clama um coração. Não é meu o seu tempo e nem é teu o tempo que vivo e a urgência gritante da vida só é ouvida pelos que incansáveis contam as voltas dos ponteiros.
O tempo é absoluto e duro, corre lento oras rápido, só não percebe a sutil diferença quem na vida passa sem jamais haver amado.
Tem o tempo a medida que cada vida lhe atribui, pode ser o tempo de um choro, de uma lágrima nascer nos olhos e morrer morna e salgada nos lábios de uma mulher.
Uns dirão que o tempo corre ou percorre o mesmo tempo para todos, o tempo de um cliclo de negócios, o tempo de um nascer e pôr do sol. Tolos Ingênuos. O tempo é este senhor que aperta o peito dos que amam e que, na saudade, sofrem a ausencia do ser amado.
É o tempo de duas vidas correndo juntas e à espera, são duas almas que passam vidas a se procurar. O tempo de nossas vidas é o exato relato do que clama um coração. Não é meu o seu tempo e nem é teu o tempo que vivo e a urgência gritante da vida só é ouvida pelos que incansáveis contam as voltas dos ponteiros.
O tempo é absoluto e duro, corre lento oras rápido, só não percebe a sutil diferença quem na vida passa sem jamais haver amado.
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